
A Comissão de Educação (CE) aprovou projeto (170/06), de autoria do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que torna crime fabricar, importar ou distribuir jogos de videogames ofensivos "aos costumes e às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos".
O projeto altera a lei 7716/89, equiparando a divulgação de conteúdo discriminatório por meio dos videogames ao crime de preconceito previsto no artigo 20 da lei, com pena de um a três anos de reclusão.
"Alguns jogos têm passado de brincadeiras de mau gosto, sendo arsenal de propaganda e doutrinação contra determinadas culturas, não sendo possível confundir liberdade de expressão dos jogos com culto à anarquia, desrespeito à imagem e honra das pessoas e aos cultos com suas liturgias", alerta o parecer do relator Valter Pereira (PMDB-MS).
O projeto segue para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em decisão terminativa.
Já postei aqui nesse blog diversas vezes a mesma frase: esse governo, se fosse mais esperto, viraria os olhos para a direção dos jogos, pois é um mercado que cresce constantemente, tanto no Brasil quanto no mundo. Diminua a tributação e desenvolva esse mercado, que passará a arrecadar mais impostos, so que em quantidade menores por produto. Além do mais, diminuindo os impostos e incentivando a abertura desse mercado, abre-se as portas para outros tipos de investimentos, como JK fez com a indústria automobilística, só que em um setor de tecnologia de ponta. Isso geraria diversos empregos, aumentaria a quantidade de alunos em cursos de game designer e etc... Ou seja, tanto empregos diretos quanto indiretos... é simples, muito simples...
Mas não, muito pelo contrário. Aliás, no país onde o certo é colocar dinheiro nas meias e nas cuecas, onde o certo é fraudar o painel desse mesmo Senado de onde tirei essa notícia e de onde compra-se o voto dos partidários através de mensalões é certo também censurar os games. Aliás, é certo sim. Os games são ofensivos. Esse senhor aí acima tem razão. Porque todas essas fraudes que eu disse não são consideradas ofensas às tradições populares, pois isso já deve estar tão incrustado no nosso meio que corrupção já não é mais ofensivo; os games são. Aliás, vocês viram qual é o partido do sujeito? Me digam vocês: tem algum moral para discutir ofensividade a cultos e tradições?
Aliás, me perdoem pela extensão dessa matéria mas é que eu achei isso enquanto pesquisava as imagens e não podia deixar de postar:
O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou mais uma vez, nesta quinta-feira (12), a decisão sobre a abertura ou não de ação penal contra o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), suspeito por prática de crime contra o sistema financeiro nacional,
referente à época em que era governador de Rondônia (1995-1999)." Realmente, cobrar moralidade do PMDB e de seus membros é algo fora de cogitação... E que moral ele em para falar de ofensividade aos costumes e moral?
Aposto que ele deve estar pensando em GTA, mas já parou para jogar o IV? Deve estar pensando Devil May Cry, Inferno de Dante, Diablo, RPG=demônio na terra e etc... Mas eu me pergunto se esses games são jogados para que se verifique seu conteúdo real, e não o aparente. Aliás, não me lembro de nenhum jogo que faça apologia ao satanismo! O único jogo que eu posso concordar com todos os argumentos desse "senhor" é Carmageddon... Mas quem sair matando pessoas porque jogou Carmageddon, ou Doom, ou qualquer outro jogo é porque já perdeu a sanidade há muito tempo! Não se olha nunca os benefícios que os games possam trazer. Eu, por exemplo, Moonlight Sonata, uma música clássica do eterno Beethoven, fui conhecer com Resident Evil. E isso é somente um exemplo de como os jogos me ajudaram. Outro, fui aprender inglês com o Final Fantasy 7. E por aí vai.
Quer dizer, está na hora desse país começar a se preocupar com coisas realmente sérias e deixar os jogos eletrônicos para os pais regularem. Eles são as melhores pessoas para saberem o que é melhor para seus filhos. Vivemos em um país livre, cujo direito de escolha tem de ser respeitado. Se eu, com 27 anos, não souber aquilo que é melhor para mim é complicado. Além do fato de que novelas e filmes tem potencial destrutivo muito maior... mas isso é assunto para um próximo desabafo.



