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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Mais censura menos games...


Antes que vocês se assustem, caros amigos, é essa a intenção do governo (e não a nossa aqui do Clube dos 5), segundo essa reportagem extraída da página do Senado:

A Comissão de Educação (CE) aprovou projeto (170/06), de autoria do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que torna crime fabricar, importar ou distribuir jogos de videogames ofensivos "aos costumes e às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos".

O projeto altera a lei 7716/89, equiparando a divulgação de conteúdo discriminatório por meio dos videogames ao crime de preconceito previsto no artigo 20 da lei, com pena de um a três anos de reclusão.

"Alguns jogos têm passado de brincadeiras de mau gosto, sendo arsenal de propaganda e doutrinação contra determinadas culturas, não sendo possível confundir liberdade de expressão dos jogos com culto à anarquia, desrespeito à imagem e honra das pessoas e aos cultos com suas liturgias", alerta o parecer do relator Valter Pereira (PMDB-MS).

O projeto segue para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em decisão terminativa.

Já postei aqui nesse blog diversas vezes a mesma frase: esse governo, se fosse mais esperto, viraria os olhos para a direção dos jogos, pois é um mercado que cresce constantemente, tanto no Brasil quanto no mundo. Diminua a tributação e desenvolva esse mercado, que passará a arrecadar mais impostos, so que em quantidade menores por produto. Além do mais, diminuindo os impostos e incentivando a abertura desse mercado, abre-se as portas para outros tipos de investimentos, como JK fez com a indústria automobilística, só que em um setor de tecnologia de ponta. Isso geraria diversos empregos, aumentaria a quantidade de alunos em cursos de game designer e etc... Ou seja, tanto empregos diretos quanto indiretos... é simples, muito simples...

Mas não, muito pelo contrário. Aliás, no país onde o certo é colocar dinheiro nas meias e nas cuecas, onde o certo é fraudar o painel desse mesmo Senado de onde tirei essa notícia e de onde compra-se o voto dos partidários através de mensalões é certo também censurar os games. Aliás, é certo sim. Os games são ofensivos. Esse senhor aí acima tem razão. Porque todas essas fraudes que eu disse não são consideradas ofensas às tradições populares, pois isso já deve estar tão incrustado no nosso meio que corrupção já não é mais ofensivo; os games são. Aliás, vocês viram qual é o partido do sujeito? Me digam vocês: tem algum moral para discutir ofensividade a cultos e tradições?

Aliás, me perdoem pela extensão dessa matéria mas é que eu achei isso enquanto pesquisava as imagens e não podia deixar de postar:

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou mais uma vez, nesta quinta-feira (12), a decisão sobre a abertura ou não de ação penal contra o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), suspeito por prática de crime contra o sistema financeiro nacional, referente à época em que era governador de Rondônia (1995-1999)." Realmente, cobrar moralidade do PMDB e de seus membros é algo fora de cogitação... E que moral ele em para falar de ofensividade aos costumes e moral?

Aposto que ele deve estar pensando em GTA, mas já parou para jogar o IV? Deve estar pensando Devil May Cry, Inferno de Dante, Diablo, RPG=demônio na terra e etc... Mas eu me pergunto se esses games são jogados para que se verifique seu conteúdo real, e não o aparente. Aliás, não me lembro de nenhum jogo que faça apologia ao satanismo! O único jogo que eu posso concordar com todos os argumentos desse "senhor" é Carmageddon... Mas quem sair matando pessoas porque jogou Carmageddon, ou Doom, ou qualquer outro jogo é porque já perdeu a sanidade há muito tempo! Não se olha nunca os benefícios que os games possam trazer. Eu, por exemplo,  Moonlight Sonata, uma música clássica do eterno Beethoven, fui conhecer com Resident Evil. E isso é somente um exemplo de como os jogos me ajudaram. Outro, fui aprender inglês com o Final Fantasy 7. E por aí vai.

Quer dizer, está na hora desse país começar a se preocupar com coisas realmente sérias e deixar os jogos eletrônicos para os pais regularem. Eles são as melhores pessoas para saberem o que é melhor para seus filhos. Vivemos em um país livre, cujo direito de escolha tem de ser respeitado. Se eu, com 27 anos, não souber aquilo que é melhor para mim é complicado. Além do fato de que novelas e filmes tem potencial destrutivo muito maior... mas isso é assunto para um próximo desabafo.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Muito Hype, Novo Patamar?


Vou ser bem sincero com vocês: comprei um Xbox360 a pouco tempo e tenho certeza de que fiz a melhor escolha. Por diversos motivos: conteúdo para download (DLC), pela Xbox Live, pelos jogos existentes e pela Microsoft, pois, afinal de contas, o Bill Gates não é o homem mais rico do mundo à toa. O cara sabe onde ele põe a mão e onde ele toca vira ouro. Digamos que ele é o Midas da nossa era. E venhamos e convenhamos, a empresa para lançar algo como o Projeto Natal tem que ser fera mesmo. E são diversos jogos que realmente valem a pena, como Gears of War e a fabulosa série Halo, sem contar com Fable e jogos exclusivos da live, como Braid, Castle Crushers e Shadow Complex. E isso tudo sem esquecer das thirdies, que geralmente fazem seus lançamentos multiplataforma, mas que de qualquer forma contemplam o console da Microsoft.

Por outro lado, temos alguns jogos que começam a mostrar a força do PS3. God of War III é a maior espera. Mas há outros jogos que deram o que falar no PS3, como MGS4. Resolvi escrever esse texto, e vou confessar, sou meio leigo em PS3, porque li um review no GameHall (http://gamehall.uol.com.br/site/uncharted-2-among-thieves/) que me fez pensar que o quanto a atual guerra dos consoles ainda está indefinida. Uncharted 2. Alguém me confirma se esse jogo é a ultima maravilha do mundo moderno? Ou se é só mais hype? Porque o autor o descreveu como sendo a revolução no mundo dos games, algo que iria redefinir o mundo dos games. Lembro–me de achar isso depois de jogar Okami, que na minha opinião é um dos jogos mais revolucionários já lançados. Jogo que realmente redefiniu o mundo dos games foi o primeiro Resident Evil. Pelo menos redefiniu o estilo “action”. Não sei se esse jogo teria essa capacidade não, mas de qualquer forma me pareceu ser absurdamente bom. Obviamente que posso aqui escrever que Toshiden foi o melhor jogo de luta de todos os tempos e que nenhum jogo até hoje o superou... mas se isso é verdade ou não, não interessa, pois já está escrito. O papel (e agora a Internet) suporta qualquer coisa. Para o bem ou para o mal já formou opinião e já influenciou muitas pessoas.
Depois de ver um jogo como esse vejo que a atual geração segue tão indefinida quanto o Campeonato Brasileiro desse ano. A Microsoft leva uma boa vantagem pela base instalada, mas a Sony sabe como ir progressivamente abocanhando o mercado, como fez na geração passada. Mas o que me deixa mais confiante de uma guerra mais aberta é que a Microsoft não está cometendo os mesmos erros da SEGA. E ainda temos o Wii, que tem seu nicho de mercado e também começou a lançar jogos mais difíceis e mais votados ao público mais hardcore e oldschool, além de ser de uma empresa que está aí desde os primórdios da história dos videogames. Bom, sobre a atual geração, quem viver verá. Escolham seus lados e que todos saiam ganhando com essa disputa entre as duas.

sábado, 12 de setembro de 2009

Uma reflexão sobre uma possível Live no Brasil


Galera, fiz esse texto na época do último update na Live, que inseriu os Games on Demand e outros recursos na dashhboard. É um texto que expressa minhas opiniões e resolvi compartilhá-lo com vocês, para que comentem sobre o mesmo, concordando ou discordando do meu ponto de vista. Bem aqui vai ele!

Fala pessoal! Bem, quero comentar o que aconteceu essa semana, em especial, no que tange o XBOX 360 e minha opinião sobre o mesmo. Como vocês sabem, no dia 11 de Agosto de 2008 estreou a nova atualização da Xbox Live, trazendo varias adições interessantes, como associar a Gametag com o sistema de pagamento Pay Pal, incorporação com o Twitter e o Facebook, um sistema melhorado de copiar os jogos para o HD (que reduz seu tamanho e o tempo para copia no disco rígido), a possibilidade de comprar roupas para avatares, um sistema de conquistas onde o jogador tem que atender a certos requisitos para desbloquear brindes para seus avatares e o Games on Demand, um serviço onde se poderá comprar jogos de catálogos do Xbox 360 direto para o HD, via Live, onde os preços variam de US$19,90 a 29,90.
São várias novidades para a Live e você jogador brasileiro proprietário de Xbox deve estar felizão, comemorando as novidades não é? BEM PODE COMEÇAR A RECLAMAR! O serviço de Pay Pal, bem como o Games on Demand estão bloqueados para o público brasileiro e nem comece a falar que isso é um absurdo, pois oficialmente a Live nem existe no Brasil. Foi uma ducha de água fria para os brasileiros, não vou nem contar a minha decepção (eu já esperava que fosse bloqueado, mas como sou brasileiro e não desisto nunca, ainda tinha um resquício de esperança que o Games on Demand seria liberado para os brazucas) quando eu fui tentar comprar o o Bioshock.

Como eu disse, nem pude reclamar desse bloqueio, afinal como vou reclamar de um serviço que oficialmente nem é disponível no Brasil? Posso apenas reclamar da Microsoft Brasil que nunca se pronuncia a respeito, não, minto, ela se pronuncia sim, apenas para falar aquela frase que todos adoramos: “ A LIVE NÃO TEM PREVISÃO PARA ESTREAR NO BRASIL!” Mas vamos supor que a LIVE oficialmente viesse para o Brasil, você pularia de alegria certo? Bem eu ficaria receoso, provavelmente teríamos uma Live capada, sem vários recursos (em um contexto bem pior do que a Live Americana, que tem vários recursos bloqueados para nós) devido a problemas de licenças e impostos, ou você acha que nosso adorado governo não iria querer sua parcela nesse mercado promissor da distribuição digital? Várias empresas que não tem representação no Brasil provavelmente não estariam presentes em uma eventual Live brasileira e, se estivessem, o preço seria absurdo! Provavelmente não tão absurdo enquanto vemos um KOF XII sendo lançado a 299 REAIS??????? Mas ainda assim, provavelmente teríamos preços bem mais altos comparados se usássemos a Live americana.
Com esse panorama chego a conclusão a respeito de uma Live vindo oficialmente para o Brasil, SERÁ QUE REALMENTE VALERIA A PENA:?